sábado, dezembro 15, 2018

O Caminho...

Com um já longo percurso no sector da Hotelaria, fui observando e avaliando as relações que se estabeleciam entre as entidades compradoras e vendedoras. A evolução destas relações, tem apresentado diferentes estágios e modelos. Contudo um desse modelos, as Plataformas de  Compras, sempre me questionei porque razão não funcionariam.

De entre os modelos investigados e estudados constatei que todos tinham algo negativo em comum e não encontrei em nenhum as condições consideradas indispensáveis para que o sucesso fosse possível.

Destaco algumas.

1. A falta de implementação e colocação das sinergias na partilha dos procedimentos comuns a todos.

2. A falta de tecnologia apropriada (automatismos) e consequente facilidade na execução das tarefas inerentes.

3. A falta de garantia de pagamento das compras efectuadas.

4. A falta de transparência de todos os actos praticados.

Ao descodificar estas quatro regras, verifiquei que o sucesso do processo está muito dependente das mesmas, senão vejamos:

1. Ausência de reuniões conjuntas com todos os parceiros envolvidos no projecto, com o carácter de regularidade de modo a avaliar e sentir as dificuldades que no dia-a-dia se deparam e que permitam encontrar as soluções com a brevidade desejada, não deixando as questões sem resposta.

2. Falta de tecnologia que na década de 90 era ainda pouco funcional não permitindo muitos dos automatismos indispensáveis e com custos insuportáveis à implementação do projecto, ou seja, para se atingir o objectivo prioritário que é comprar mais a preços mais reduzidos, cobrando uma pequena comissão ao fornecedor. Ora se esse objectivo não era alcançado, obviamente, dificultava desde logo os princípios subjacentes:

- Comprar melhor, e por outro lado o vendedor, vender mais e melhor.

3. Outra regra aplicada ao projecto é a garantia de pagamento ao fornecedor no mais curto espaço de tempo para que desde logo, o preço de custo do produto possa também baixar por essa via, regra importantíssima para o êxito do projecto.

Este princípio só pode ser conseguido numa acção transparente, activa e consequente dentro de uma sinergia eficaz, conseguindo que as parcerias envolvidas, neste caso específico a Banca, possam não contribuir para o aumento dos preços dos produtos na origem.

Antes pelo contrário, pretende-se que a Banca assim como os outros parceiros possibilitem de um modo transparente e sem deixar de obter as mais-valias inerentes relativamente ao seu envolvimento no negócio, a margem de lucro indispensável ao bom funcionamento das sinergias, ou seja, todos os parceiros envolvidos na Central de Compras deverão obter os resultados inerentes ao trabalho desenvolvido, pois caso contrário não faria nem fará qualquer sentido.

Pelo acima referido e no meu ponto de vista, um projecto desta natureza tem obrigatoriamente de obedecer clara e seguramente a uma total transparência de todos os actos resultantes das sinergias e das parcerias envolvidas, ou seja, todos têm de ter o conhecimento claro das regras relativamente à execução na prática de todo o projecto.

José Carlos Leandro

(Administrador)

Pesquisa de Entidades Parceiras

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